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Furdunço será aprimorado no ano que vem

Já nos próximos 15 dias, o prefeito ACM Neto pretende iniciar as primeiras conversas com artistas e entidades  que lidam com a festa

Adilson Fonsêca | 02/03/2017 - 09:39

O “arrastão” da Quarta-Feira de Cinzas, no Circuito Barra/Ondina, ainda estava acontecendo e nos demais pontos da cidade as estruturas montadas para a festa ainda estavam sendo retiradas,  mas a Prefeitura já está estabelecendo as primeiras metas do planejamento para o carnaval de 2018.  Já nos próximos 15 dias, o prefeito ACM Neto pretende iniciar as primeiras conversas com artistas e entidades  que lidam com a festa.

Em entrevista coletiva realizada no final da manhã de ontem, no camarote oficial da Prefeitura, no Campo Grande, o prefeito ACM Neto disse que pretende aprimorar alguns pontos considerados nevrálgicos do carnaval, como o Fuzuê e Furdunço, um pré-carnaval que acontece no sábado e domingo antes da abertura oficial da festa, e a redistribuição das atrações entre os circuitos Osmar (Campo Grande) e Dodô (Barre/Ondina).

Para tanto, ele disse que pretende primeiramente conversar com os artistas, e em seguida com o Governo do Estado e posteriormente com os empresários. A ideia é encontrar um meio termo para que os trios independentes, que fazem o chamado carnaval pipoca, sem cordas, possam dividir os espaços com atrações dos blocos tradicionais, com cordas, e também com as atrações nos camarotes. “A tendência irreversível é o crescimento do carnaval pipoca, com trios sem cordas, mas não podemos deixar de ter os blocos tradicionais e os camarotes”, disse.

Para o prefeito ACM Neto, o convite ao Governo do Estado  é um processo natural, pois a ideia é que seja feito uma ampla discussão com todas as entidades envolvidas na festa.”O carnaval é  da cidade e é esta que o organiza, mas nada é imposto, tudo me discutido com o Conselho do Carnaval (Concar), sem disputas. Mas com o objetivo de atender aos anseios do folião”, disse, explicando que a participação da iniciativa privada é importante, assim como todos os demais setores envolvidos têm importância na organização da festa.

Balanço
Na coletiva à imprensa que reuniu todo o secretariado do Município, o prefeito ACM Neto fez questão de ressaltar a importância de um planejamento antecipado para o carnaval. Para ele, o carnaval deste ano foi o melhor de todos, em termos de participação popular, mas também na organização e na infraestrutura.

Nos números apresentados, foram 750 mil turistas nos 10 dias de festa, dos quais 400 mil vieram de cidades do interior do Estado, 250 mil de outros estados do país e mais de 100 mil vieram do exterior. Além de turistas vindos de países da América do Sul, a exemplo de anos anteriores, Salvador registrou presenças marcantes de turistas dos estados Unidos, França, Itália, Espanha,  Austrália, Israel, China, Rússia e Canadá.

Ainda segundo os números do turismo, somente pelo Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães chegaram mais de 100 mil pessoas em 506 vôos, além de 32 mil pelo sistema ferry boat.  Dentre os turistas nacionais, o maior número foram de pessoas vindas dos estados do Ceará, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio Grande do Norte.

O prefeito também comemorou o fato de que  apesar dos mais de dois milhões diários de pessoas nos circuitos da festa e nos oito bairros onde teve carnaval,  o número de casos de violência também foi significativamente menor. Segundo os dados da Secretaria Municipal da Saúde, houve uma redução de 19,5% no número de vítimas de agressões  e  problemas como excessos de bebidas alcoólicas ou intoxicação alimentar, entre outros,em relação ao carnaval de 2016. O maior número de ocorrências foi no Circuito agressões Barra/Ondina (66%), contra 30% no Circuito do Campo Grande.

Além de destacar a atuação da Guarda Municipal, o prefeito também se referiu diretamente à Transalvador, no disciplinamento e fiscalização do trânsito. Também se referiu ao fato de que mesmo com mais  sete milhões de passageiros transportados nos 10 dias da festa, o transporte público funcionou de forma adequada, nas 400º linhas operacionais, das quais 100 delas em regime de 24 horas. “É um Know- how que somente Salvador tem e que está sendo copiada por outras capitais”, disse.

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