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Empresas geram emprego no Polo Industrial de Camaçari

A terceira geração da indústria petroquímica que está crescendo no Polo Industrial de Camaçari reforça a permanência das empresas no estado e a atração de outras indústrias

17/04/2017 - 08:43

A terceira geração da indústria petroquímica que está crescendo no Polo Industrial de Camaçari reforça a permanência das empresas no estado e a atração de outras indústrias. A integração e o adensamento das cadeias produtivas no Polo, idealizados há 35 anos, consolidam-se com a implantação do Polo Acrílico da Basf, que obtém matéria prima da Braskem, fabrica um polímero superabsorvente e fornece para a Kimberly Clark, que produz, na sua unidade de Camaçari, fraldas, absorventes e papel higiênico. Parte da celulose utilizada pela Kimberly também é baiana, produzida pela Fibria e Suzano, no sul do estado. Juntas, Kimberly e Basf são responsáveis por quase dois mil empregos diretos e indiretos na região de Camaçari.

Não é apenas a dependência da matéria prima que motiva a implantação de novas empresas no Polo. Toda a produção baiana da Kimberly Clark é escoada para o Nordeste por meio de caminhões, e a localização estratégica facilita e reduz os custos. Para o gerente da planta, Marcelo Zenni, a segurança institucional também é fundamental. “Nós começamos há quatro anos, com Jaques Wagner, agora com Rui Costa, e o relacionamento é muito importante e sadio. O Governo do Estado abre as portas, recebe as empresas e tem feito uma parceria muito estratégica, boa para ambos os lados. O principal benefício obtido do Estado foi através do Programa Desenvolve, que nos atraiu e tem nos ajudado a pensar no crescimento nessa região, além da Basf, que é nosso parceiro principal”.

Superintendente de Atração de Investimentos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Paulo Guimarães explica que os incentivos fiscais são oferecidos por meio dos programas Pró-Bahia e Desenvolve. “Nossos programas são muito abrangentes e permitem que tenhamos condições de oferecer alguns dos melhores incentivos do país. O Governo do Estado também dispõe de áreas em diversas regiões que são vendidas a um custo muito mais baixo do que o setor privado. E, por fim, o apoio institucional que o Estado oferece, em todo o processo de implantação da empresa, desde o licenciamento ambiental, resolução de problemas logísticos, de infraestrutura, energia, inclusive apresentando a empresa aos nossos bancos de fomento para que possa conseguir financiamento para seus projetos”.

Guimarães também destaca investimentos em infraestrutura. “Uma coisa que ajudou muito o Polo nos últimos anos foi a duplicação do sistema da BA-093, da Via Parafuso, agora estamos duplicando a Cascalheira. Isso criou outras condições de infraestrutura que não existiam”. O superintendente avalia que a diversificação das cadeias produtivas é um fator de consolidação do Polo como oportunidade.

“Temos novos investimentos sempre chegando. Nos últimos anos, após a implantação da Basf, a Kimberly já aumentou sua capacidade, o Boticário vem aumentando sua capacidade desde a sua implantação, a Ford, a Bridgestone e a Continental também cresceram. Isso significa que aquele ambiente de negócios ali é muito favorável seja para o mercado local, nacional ou para exportação. Com os projetos que o Governo do Estado tem de melhorias portuárias e rodovias, o Polo também vai crescer, à medida em que a economia brasileira comece a melhorar”.

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