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Em seis anos, Calabar tem redução de 90% em número de homicídios 

Foram registrados cinco assassinatos em 2010, seis em 2011 e três nos últimos seis anos. Para Barbosa, os resultados da instalação da base são satisfatórios, não apenas do ponto de vista da segurança

17/05/2017 - 09:27

Com 11 mil moradores, a região do Calabar e Alto das Pombas, em Salvador, completa seis anos de implantação da Base Comunitária de Segurança (BCS), a primeira da Bahia. Nesta terça-feira (16), a comunidade e os policiais comemoraram a data com uma apresentação cênica dos projetos sociais realizados na unidade. O secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Anselmo Brandão, participaram da solenidade. A programação também inclui eleição do garoto e da garota BCS.

Desde 2012, o número de homicídios caiu 90% na região. Foram registrados cinco assassinatos em 2010, seis em 2011 e três nos últimos seis anos. Para Barbosa, os resultados da instalação da base são satisfatórios, não apenas do ponto de vista da segurança. “A realidade era de violência diária. Para nós, é um prazer voltar aqui depois de seis anos e verificar que a violência reduziu drasticamente”, afirma o secretário. Atualmente, 56 policiais atuam na unidade. 

Para Barbosa, a inclusão social proporcionada pela BCS é uma forma de levar “esperança para os jovens. Demos oportunidade para que muitos deles aprendessem uma profissão com nossos projetos sociais voltados para a arte, aprendizado de línguas e cursos profissionalizantes. Tudo isso foi o referencial para que nós pudéssemos levar esses projetos para outras bases”. 

Sete projetos são desenvolvidos pelos policiais no Calabar, nas áreas de capacitação para o trabalho, esportes, educação e artes. A criatividade é tanta que policiais e alunos representaram todas as atividades em uma peça de teatro nesta terça (16). “As atividades ajudam muito no desenvolvimento pessoal e a nos formar cidadãos. Eles nos dão aulas e nos ajudam no cotidiano, nos incentivam a fazer muitas coisas diferentes. Eu conquistei muitas coisas, meu crescimento pessoal foi muito grande”, destaca a estudante Rebeca Souza, 18 anos, que faz acompanhamento escolar e aula de música na BCS, além de teatro fora do Calabar.

Policiamento
A presidente da Sociedade Beneficente e Recreativa do Calabar, Nilza de Jesus Santos, comenta que entendia a polícia como repressora antes da chegada da BCS. “Com a base comunitária, nós descobrimos a polícia cidadã, que faz trabalhos sociais. Nossa comunidade está em paz. Um dos trabalhos que a PM tem feito são as visitas domiciliares para mediação de conflitos. Eles vão às casas das pessoas para que haja paz e harmonia entre a vizinhança; este é um trabalho maravilhoso”. 

A comandante da base, a capitã Aline Muniz, ressalta que a comunidade do Calabar tem um público feminino grande. “Pensando nisso, aos sábados, nós temos oficinas voltadas para o empoderamento feminino e o direito da mulher. Temos também aulas de inglês, boxe, e a tendência é aumentar cada vez mais o número de ações para atender às necessidades da comunidade”. 

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