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O que é e como tratar a apneia do sono

Cerca de 50% da população brasileira tem alguma queixa sobre a qualidade do sono e aproximadamente 30% delas sofrem com um distúrbio chamado apneia do sono.

Acorda Cidade, site parceiro da Tribuna da Bahia Online | 17/05/2017 - 14:55
Foto: Pexels/Creative Commons
Cerca de 50% da população brasileira tem alguma queixa sobre a qualidade do sono

A qualidade do sono é fundamental para que o corpo funcione bem ao longo do dia. É durante o sono que o sistema imunológico é fortalecido e ao mesmo tempo acontece a produção de hormônios como o do crescimento, além de contribuir para a consolidação da memória e relaxar toda a musculatura do corpo.

Cerca de 50% da população brasileira tem alguma queixa sobre a qualidade do sono e aproximadamente 30% delas sofrem com um distúrbio chamado apneia do sono, que dependendo da gravidade pode ser difícil de identificar.

O problema é considerado grave porque consiste no interrompimento da respiração por alguns segundos durante o sono e, em alguns casos, muitas vezes em uma única noite. Classificada em dois tipos: apneia obstrutiva do sono e apneia do sono central.

A apneia do sono obstrutiva é a forma mais comum, que ocorre quando os músculos da garganta relaxam e causam o fechamento das vias respiratórias impedindo que o oxigênio circule no sangue.

O indivíduo fica alguns segundo sem respirar até que o cérebro perceba e o desperte durante a noite. nesses casos é comum que o indivíduo apresente ronco e simulação de afogamento, além da sonolência durante o dia.

O principal motivo para o desenvolvimento da apneia obstrutiva do sono é a obstrução do canal respiratório, principalmente para aquelas pessoas com dificuldade em respirar pelo nariz devido a problemas nasais e alergias.

Porém, outras situações como o aumento das amígdalas, circunferência do pescoço e alterações craniofaciais também podem contribuir para o surgimento do problema.

A apneia do sono central acontece quando o cérebro não consegue transmitir os comandos para os músculos da respiração, ou seja, nenhum esforço é feito para respirar é como se a comunicação com o cérebro fosse perdida.

Diferente da apneia obstrutiva a central não apresenta ronco, por isso acaba sendo mais difícil de identificá-la, mas a sonolência é algo presente já que o sono é totalmente comprometido.

As causas mais comum para a apneia do sono central é a insuficiência cardíaca, AVC (acidente vascular cerebral), lesões de tronco a partir de origem traumática e o uso de medicação para dor (opióides).

Além desses dois tipos, ainda existe a apneia do sono mista que é uma mistura dos dois tipos.

Tratamento

Ao apresentar sonolência excessiva durante o dia, ronco alto e falta de ar durante o sono procure um médico para que seja identificado o problema. Os especialistas indicados são: neurologista, otorrinolaringologista, pneumologista, psiquiatra e até um médico do sono.

Após a identificação do problema o tratamento pode seguir com o uso de aparelhos odontológicos ou até cirurgia ortognática. O Objetivo é manter as vias respiratórias abertas para que a respiração não seja interrompida durante o sono.

A posição da mandíbula pode interferir na respiração e por isso o uso de aparelhos odontológicos, a cirurgia ortognática corrige os problemas no nariz e em toda cavidade óssea. Mas cada caso tem um tratamento específico, por isso precisa ser avaliado pelo profissional adequado.

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