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Quadrilha cadastrava no INSS crianças mortas e cobrava pensão

O prejuízo já causado pela quadrilha aos cofres da União ultrapassou a cifra de R$ 2 milhões

13/09/2017 - 17:14

A Polícia Federal, em parceria com a Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda deflagrou nesta quarta-feira (13/9) a Operação Álibi, que tem por objetivo desarticular um grupo criminoso dedicado a fraudar a Previdência Social.

Foram cumpridos oito mandados judiciais de prisão, sendo dois de prisão preventiva e seis de prisão temporária, além de cinco mandados judiciais de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais (cidade de Betim), Bahia (cidades de Nova Viçosa, Teixeira de Freitas e Porto Seguro) e Rio de Janeiro (capital).

Durante as investigações, descobriu-se que a quadrilha “recriava” pessoas que haviam morrido na infância. Em nome dos adultos fictícios, eram realizados alguns recolhimentos à Previdência Social, sempre em valores próximos ao teto de contribuição, criando, assim, a condição de segurados. Posteriormente, eram simuladas as mortes dessas “pessoas”, quando, então, seriam requeridos os respectivos benefícios de pensão por morte perante o INSS.

O prejuízo já causado pela quadrilha aos cofres da União ultrapassou a cifra de R$ 2 milhões.

Com a desarticulação do grupo criminoso e a suspensão dos benefícios por ele fraudados, evitou-se um prejuízo futuro aos cofres públicos de aproximadamente R$ 15,6 milhões.

Os mandados judiciais de prisão foram cumpridos em sua totalidade, com três presos em Teixeira de Freitas, dois presos em Nova Viçosa e um preso em cada uma das cidades de Rio de Janeiro, Porto Seguro e Betim.

Um advogado figurava entre os líderes dos investigados, que responderão perante a Justiça por formação de quadrilha e por reiterada prática de estelionato em detrimento da Previdência Social, crimes com penas que ultrapassam dez anos de prisão.

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