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Caetano Veloso processa MBL por ter sido chamado de pedófilo

O cantor também está processando o ator Alexandre Frota

21/10/2017 - 21:54

Caetano Veloso - Foto: Daigo Oliva/Wikimedia/Creative CommonsO MBL-Movimento Brasil Livre e o ator Alexandre Frota estão sendo processados por Caetano Veloso e por Paula Lavigne, mulher dos filhos do cantor.

A ação foi protocada dia 9 no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Eles pedem R$ 200 mil de indenização, de cada um dos processados, após postagens em redes sociais afirmando que Caetano Veloso praticou pedofilia por ter mantido relação com Paula Lavigne quando ela tinha apenas 13 anos (ele estava com 40 à época).

À época do casamento, em 1986, no entanto, inexistia a previsão legal de crime nos relacionamentos sexuais entre maiores e menores de 14 anos de idade, o que passou a ter jurisprudência somente a partir de 2009.

Durante debate realizado durante a inauguração da nova sede do coletivo de ativismo digital Mídia Ninja na Casa do Baixo Augusta, região central de São Paulo, dia 16, o cantor e compositor baiano criticou os ataques recentes a mostras de arte no Brasil.

"Tem gente que se utiliza disso [acusações de pedofilia e zoofilia] de uma maneira cínica porque sabe perfeitamente que não se trata disso e diz que sim para assustar os inocentes. Então um número grande de pessoas inocentes possivelmente pode estar desconfiada dos artistas, o que é uma coisa já velha nas sociedades atrasadas. Uma cantora popular, uma atriz, quando eu era criança essas pessoas eram olhadas como merecendo pouca confiança moral" disse ele.

Ações judiciais

Em reunião realizada no apartamento da produtora Paula Lavigne, no início do mês, cerca de 100 representantes das artes visuais e outros setores da cultura decidiram que artistas difamados em vídeos de políticos e grupos na internet vão entrar na Justiça.

Paula Lavigne publicou mensagem no Twitter, informando sobre as ações judiciais.

A censura nas artes foi destaque a partir de setembro, após a decisão do Santander Cultural de cancelar a exposição "Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira", em Porto Alegre, em seguida a acusações de estar promovendo a pedofilia e a zoofilia.

O banco chegou a divulgar nota se desculpando.  “Entendemos que algumas das obras da exposição Queermuseu desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas, o que não está em linha com a nossa visão de mundo”. Pedimos sinceras desculpas a todos os que se sentiram ofendidos por alguma obra que fazia parte da mostra.”

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