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Brasil deixa Mundial de Natação Paralímpica com 18 ouros

Competição chegou ao fim na madrugada desta sexta-feira, na Cidade do México

Rede Esporte | 08/12/2017 - 17:30
Daniel Dias, Ruan Souza , Andre Brasil e Phelipe Rodrigues posam com o ouro do revezamento 4 x 100m medley masculino 34 pontos
Foto: CPB/Divulgação
Daniel Dias, Ruan Souza , Andre Brasil e Phelipe Rodrigues posam com o ouro do revezamento 4 x 100m medley masculino 34 pontos

Chegou ao fim nas primeiras horas desta sexta-feira (8.12), a oitava edição do Campeonato Mundial de Natação Paralímpica, realizado na Cidade do México. O Brasil participou com 17 atletas de 16 Estados e volta para casa com o retrospecto de 18 ouros, de um total de 36 medalhas conquistadas em seis dias de competição (9 pratas e 9 bronzes), o recorde da delegação verde-amarela no evento.

A China terminou em primeiro lugar no quadro de medalhas, com 30 ouros, seguidos dos Estados Unidos (21 ouros) e da Itália em terceiro.

A última conquista brasileira no México foi um eletrizante ouro nos 100m livre da classe S12 com o carioca Thomaz Matera. O pódio fechou uma série de resultados históricos para a natação paralímpica nacional.

"A nossa participação foi extremamente positiva. Conquistamos um número muito expressivo de medalhas, superando nossa performance de Glasgow 2015, e estamos felizes com a renovação, por termos seis novos campeões mundiais. Daniel Dias e Andre Brasil são sempre os principais destaques e estão sempre liderando o nosso grupo, mas é muito importante ressaltar jovens como Talisson Glock, Ítalo Pereira e Cecília Pereira, a mais nova da delegação, com apenas 19 anos, e que conquistou uma medalha de ouro", comemorou Jonas Freire, diretor-técnico adjunto do Comitê Paralímpico Brasileiro.

O desempenho é histórico para o Brasil, a começar pelo total de medalhas de ouro conquistadas. Os 18 ouros deste Mundial superam o desempenho do Brasil na edição de Eindhoven, na Holanda, em 2010, quando os atletas do país subiram ao pódio e ouviram o Hino Nacional em 14 oportunidades. Esta barreira se manteve até a noite da quarta-feira (6.12) na capital azteca, quando Andre Brasil conquistou o 15º ouro nos 100m borboleta da classe S10. Depois disso, ainda vieram outros três medalhas douradas.

Este resultado leva a outro momento nunca antes alcançado em competições deste porte pelos nadadores brasileiros. Pela primeira vez na história, um time de nadadores paralímpicos supera a marca das 26 medalhas em um Mundial. Coincidentemente, o país havia chegado a este quantidade de premiações em duas competições consecutivas: Durban 2006 e Eindhoven 2010. Na última edição do Mundial, em Glasgow 2015, o Brasil se despediu com 23 pódios.

Parte da vitoriosa campanha em solo mexicano se deve à participação feminina na Piscina Olímpica Francisco Márquez. O local, uma das arenas dos Jogos Olímpicos do México em 1968, serviu de palco para que todas as seis representantes do sexo feminino do Brasil chegassem ao pódio neste Mundial. A cearense Edênia Garcia (S3), a paulista Raquel Viel (S12), a mineira Patrícia Santos (S3), a potiguar Joana Neves (S5) e a paranaense Beatriz Carneiro (S14) levarão para casa uma medalha cada. A potiguar Cecília Araújo (S8) teve a oportunidade de faturar duas medalhas.

O Brasil ganhou também seis novos campeões mundiais de natação paralímpica em provas individuais. O tocantinense Ítalo Pereira (S7), o pernambucano Phelipe Rodrigues (S10), o carioca Thomaz Matera (S12), o paulista Ruan Souza (S9), o catarinense Talisson Glock (S6), além de Cecília Araújo, experimentaram a sensação de ouvir o Hino pela primeira vez à beira de uma piscina de Campeonato Mundial. Quatro deles têm 25 anos ou menos, uma prova de que o processo de maturação corre em ritmo forte na modalidade.

Não é possível encerrar o Mundial do México sem lembrar, também, da meta pessoal de medalhas de Daniel Dias. No último treino antes da estreia, ainda em 1º de dezembro, ele avisou que fizeram aos filhos Asaph, 3 anos, e Danielzinho, 2, uma promessa de levar para casa duas medalhas para cada. O nadador, de 29 anos, nascido em Campinas (SP), não só cumpriu a meta como quase a dobrou. Despediu-se do México com seis pódios, sendo seis ouros (quatro individuais e dois revezamentos).

Confira abaixo as medalhas do Brasil no Mundial de Natação da Cidade do México:

Masculino

» Andre Brasil (S10) - RJ
100m costas: Ouro
50m livre : Prata
100m livre: Ouro
200m medley: Ouro
200m livre: Ouro
Revezamento 4x100m livre masculino 34 pontos: Ouro
Revezamento 4x100m medley masculino 34 pontos: Ouro
100m borboleta: Ouro
400m livre: Ouro

» Daniel Dias (S5 ) - SP
100m livre: Ouro
50m costas: Ouro
50m livre: Ouro
200m livre: Ouro
Revezamento 4 x 100m medley masculino 34 pontos: Ouro
Revezamento 4 x 100m livre masculino 34 pontos: Ouro

» Talisson Glock (S6) - RN
100m costas: Ouro
100m borboleta: Ouro
50m borboleta: Prata
200m medley: Bronze
» Phelipe Rodrigues (S10) - PE
50m livre: Ouro
Revezamento 4 x 100m livre masculino 34 pontos: Ouro
Revezamento 4 x 100m medley masculino 34 pontos: Ouro
100m livre: Prata
100m borboleta: Bronze

» Thomaz Matera (S12) - RJ
100m livre: Ouro
100m costas: Bronze
400m livre: Bronze
50m livre: Bronze

» Ruan Souza (S9) - SP
100m peito: ouro
revezamento 4 x 100m medley masculino 34 pontos: Ouro

» Ruiter Silva (S9) - GO
Revezamento 4 x 100m livre masculino 34 pontos: Ouro
100m medley: Prata

» Ítalo Pereira (S7) - TO
100m costas: Ouro

» Felipe Caltran (S14) - SP
200m medley: Bronze
200m livre: Bronze
100m borboleta: Bronze

Feminino

» Cecília Araújo (S8) - RN
50m livre: Ouro
100m livre: Prata

» Joana Neves (S5) - RN
50m livre: Prata

» Beatriz Carneiro (S14) - PR
100m peito: Prata

» Raquel Viel (S12) - SP
100m costas: Bronze

» Edênia Garcia (S3) - CE
50m costas: Prata
» Patrícia Santos (S4) - MG
100m livre: Prata

Fonte: Comitê Paralímpico Brasileiro

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